Quando uma pessoa vive uma situação de assédio no trabalho, o problema não começa nem termina no momento da violência.
Muitas vezes, existe um caminho marcado por dúvidas, medo, falta de informação e dificuldade de acesso aos mecanismos de proteção e enfrentamento.
Não saber nomear o que está vivendo.
Não saber o que fazer ou a quem recorrer.
Não conseguir produzir ou preservar provas.
Não encontrar apoio para continuar.
Essas barreiras ajudam a explicar por que tantas situações permanecem invisíveis. Enfrentar o assédio exige olhar além dos casos individuais e encarar a cultura, para as relações de poder, para a organização do trabalho e para os mecanismos institucionais de prevenção e resposta.
A Convenção nº 190 da Organização Internacional do Trabalho estabelece uma compreensão ampla da violência e do assédio no mundo do trabalho e reconhece que as violências baseadas em gênero afetam de maneira desproporcional mulheres e meninas, demandando uma abordagem inclusiva, integrada e sensível ao gênero, na nossa perspectiva, também à raça, classe e outros marcadores sociais fundantes da discriminação no mundo do trabalho brasileiro.
O TSA existe para atuar justamente nesse espaço: transformar experiências individuais em conhecimento coletivo e conhecimento coletivo em capacidade de mudança.
Queremos construir caminhos para que mais pessoas consigam reconhecer situações de violência, acessar informação e apoio e, ao mesmo tempo, produzir evidências capazes de orientar organizações, políticas públicas e mudanças na legislação.