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EQC | Eu Quero Contar

Nascemos da escuta.

Acolhimento, pesquisa, mobilização social e incidência política na prevenção e no enfrentamento da violência de gênero.

Quem Somos

Nossa História

A EQC nasceu da escuta. A história começou durante a pandemia de covid-19, quando os casos de violência doméstica aumentaram e boa parte deles deixou de ser registrada. Nesse período, a advogada e pesquisadora Júlia Poletine, fundadora da organização, conduziu uma pesquisa nacional que reuniu dados e relatos de sobreviventes de violência doméstica de todas as regiões do Brasil.

Essa pesquisa mostrou a importância de criar espaços seguros para que histórias pudessem ser compartilhadas com respeito, responsabilidade e propósito. As histórias recebidas deram origem ao livro "Eu Quero Contar: relatos do que acontece atrás da porta" e a diversos projetos, antes da formalização da EQC, enquanto personalidade jurídica, em 2026.

Hoje, a EQC atua em projetos, desenvolve pesquisas, iniciativas educacionais e ações de incidência política e mobilização social voltadas à prevenção da violência de gênero e ao fortalecimento do protagonismo e autonomia das sobreviventes como agentes de transformação social.

Por que existimos

Violência de gênero é qualquer ação, omissão ou conduta baseada no gênero que cause ou possa causar morte, lesão ou dano físico, sexual, psicológico, moral ou patrimonial, ocorrida na esfera pública ou na esfera privada. O termo é mais amplo que violência contra a mulher, e pode atingir qualquer pessoa em razão do gênero ou dos papéis que a sociedade espera dela.

Ver fontes e definições legais
  • Convenção de Belém do Pará (art. 1º, 1994, ratificada pelo Brasil em 1995): define violência contra a mulher como qualquer ato ou conduta baseada no gênero que cause morte, dano ou sofrimento físico, sexual ou psicológico à mulher, tanto na esfera pública como na esfera privada.
  • Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006, art. 5º): configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial, ocorrida na unidade doméstica, na família ou em qualquer relação íntima de afeto.
  • ONU (Declaração sobre a Eliminação da Violência contra a Mulher, 1993, art. 1º): qualquer ato de violência baseada em gênero que resulte ou possa resultar em danos mentais ou sexuais, ou sofrimento para a mulher, incluindo ameaças, coerção ou privação arbitrária de liberdade, seja na vida pública ou privada. A ONU Mulheres adverte que violência de gênero e violência contra a mulher não são sinônimos, o primeiro é mais amplo e inclui homens e meninos como possíveis vítimas.

A violência de gênero não termina quando uma história é contada. Ela também precisa ser compreendida, documentada, debatida e transformada em conhecimento capaz de fortalecer direitos e promover mudanças sociais.

Existimos para promover acolhimento, produção de pesquisas, conhecimento, mobilização social e incidência política no enfrentamento da violência de gênero, por meio da escuta, da valorização e da difusão responsável das histórias de sobreviventes e de quem está vivendo alguma forma de violência de gênero.

Acreditamos que cada história compartilhada pode ampliar a compreensão sobre distintas realidades, fortalecer o debate público e contribuir para prevenir novas violências.

Visão

O Futuro que sonhamos

Transformar a realidade exige olhar para o presente sem perder de vista o futuro que queremos construir.

Na EQC, nossa visão orienta as escolhas que fazemos hoje e inspira o impacto que buscamos gerar nos próximos anos. Ela representa o compromisso de fortalecer uma cultura baseada na escuta, no acolhimento, na produção de conhecimento e no protagonismo das sobreviventes como caminhos para a transformação social.

Impulsionar uma cultura de escuta, acolhimento e protagonismo das sobreviventes na transformação social e ser referência nacional e internacional na prevenção e conscientização sobre violência de gênero.

Valores

Como decidimos quando é difícil decidir

Nossas decisões não são orientadas por interesses circunstanciais, mas pelos princípios que sustentam nossa atuação desde a origem. São esses valores que garantem a integridade do nosso trabalho, preservando a autonomia das sobreviventes e mantendo os direitos humanos no centro de tudo o que fazemos.

Acolhimento seguro e humanizado

Garantimos espaços de escuta protegidos, respeitosos e livres de revitimização.

Empatia e escuta ativa

Reconhecemos e respeitamos a complexidade das experiências vividas pelas sobreviventes.

Respeito à privacidade e à autonomia

Valorizamos o consentimento, o anonimato e o direito de cada pessoa decidir como e quando compartilhar sua história.

Diversidade, equidade e inclusão

Atuamos de forma interseccional, considerando marcadores sociais como raça, classe, território, deficiência, orientação sexual e identidade de gênero.

Responsabilidade ética e integridade da informação

Tratamos relatos, dados e conteúdos com rigor, responsabilidade e compromisso com a verdade.

Compromisso com transformação social

Acreditamos na educação, conscientização e mobilização coletiva como caminhos para prevenir a violência de gênero.

Independência e autonomia

Nossa atuação não está subordinada a interesses corporativos, políticos ou institucionais. A sobrevivente e os direitos humanos são o centro de toda decisão.

Manifesto

Manifesto EQC

Tudo começou quando alguém quis contar e nos propusemos a escutar com qualidade!

Em 2020, nossa fundadora, Julia Poletine, reuniu quase mil relatos de sobreviventes de violência de gênero e transformou essa escuta em um movimento que hoje conta com lindas voluntárias e presença em espaços como a CSW da ONU e o Mercocidades.

Contar uma história é um ato de coragem. Escutá-la com responsabilidade é o primeiro passo para que ela produza conscientização e mudança. A violência de gênero, no entanto, não termina quando a história é contada. Ela também precisa ser compreendida, documentada, debatida e transformada em conhecimento capaz de sustentar transformação social. É nesse espaço que a EQC atua.

Transformamos experiências em conhecimento, mobilização e mudança social. Essa transformação acontece por meio de quatro eixos que se sustentam mutuamente. O acolhimento valoriza a escuta responsável e livre de revitimização. A produção de conhecimento converte experiências em pesquisas, estudos e conteúdos. A mobilização social conecta pessoas, organizações e iniciativas comprometidas com essa transformação. A incidência política fortalece políticas públicas e amplia direitos. Nenhum desses eixos funciona sozinho. Pesquisa sem mobilização não chega às pessoas. Mobilização sem incidência política não muda estruturas. Incidência política sem acolhimento perde o contato com quem vive a violência todos os dias.

O acolhimento que praticamos é seguro e humanizado. Cada história é recebida com cuidado, respeito e responsabilidade, em espaços protegidos contra a revitimização. Reconhecemos a complexidade das experiências de cada sobrevivente e respeitamos o consentimento, o anonimato e o direito de decidir como e quando contar. Tratamos relatos, dados e conteúdos com rigor e compromisso com a integridade da informação, porque a verdade sobre o que uma mulher viveu não admite atalhos.

Atuamos a partir de uma perspectiva interseccional. Raça, território, deficiência, orientação sexual e identidade de gênero atravessam a experiência da violência e o acesso aos direitos de formas diferentes para cada mulher, e nossa atuação reconhece essas diferenças em vez de tratá-las como exceção.

Acreditamos na educação, na conscientização e na mobilização coletiva como caminhos para prevenir e enfrentar a violência de gênero e fortalecer os direitos humanos. Nossa atuação é orientada pela autonomia e pela independência, com as sobreviventes no centro de cada decisão.

Mais do que responder às consequências da violência, trabalhamos para transformar as estruturas que permitem que ela continue acontecendo.

Sonhamos com um futuro em que nenhuma mulher precise enfrentar a violência de gênero sozinha, em que acolhimento, respeito e informação estejam ao alcance de quem precisa. Um futuro em que cada história seja escutada preservando a autonomia, a dignidade e o protagonismo de quem decide contá-la. Um futuro em que a conscientização substitua o silêncio e o conhecimento fortaleça direitos e previna novas violências. Um futuro que reconheça diferentes vivências, considerando raça, território, deficiência, orientação sexual e identidade de gênero como parte da experiência de cada mulher. Um futuro construído por sobreviventes, pesquisadoras, educadoras, organizações, instituições e pela sociedade inteira.

Essa é a EQC. Uma organização que transforma histórias em conhecimento, conhecimento em mobilização e mobilização em transformação social. Seja bem-vinda, bem-vindo, bem-vinde a essa construção.

Alinhamento Institucional

A atuação da EQC está fundamentada nos princípios dos direitos humanos, da igualdade de gênero e da justiça social.

Desenvolvemos nossas iniciativas de forma apartidária, orientadas pela prevenção, conscientização e enfrentamento da violência de gênero, sempre com centralidade nas pessoas e compromisso com a transformação social.

Também alinhamos nossa atuação aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável das Nações Unidas, especialmente:

  • 5 ODS 5 — Igualdade de Gênero
  • 8 ODS 8 — Trabalho Decente e Crescimento Econômico
  • 10 ODS 10 — Redução das Desigualdades
  • 16 ODS 16 — Paz, Justiça e Instituições Eficazes
  • 17 ODS 17 — Parcerias e Meios de Implementação
  • 18 ODS 18 — Igualdade Étnico-Racial

Adotamos uma perspectiva interseccional, reconhecendo que diferentes marcadores sociais influenciam as experiências de violência e o acesso aos direitos.

Equipe

Quem faz acontecer

A EQC é construída por pessoas que compartilham o compromisso de promover acolhimento, conscientização e transformação social no enfrentamento da violência de gênero.

Nossa atuação reúne diferentes experiências, áreas de conhecimento e trajetórias profissionais que, de forma colaborativa, fortalecem cada projeto, pesquisa, iniciativa e parceria desenvolvida pela organização.

Conheça quem faz parte dessa construção.

Júlia Poletine

Júlia Poletine

Fundadora e Diretora Executiva

Advogada, professora e pesquisadora com foco em políticas públicas inclusivas, democráticas e com perspectiva de gênero, atuando por meio de advocacy, ativismo de base e da articulação com a sociedade civil organizada. Fundadora e Diretora Executiva da Eu Quero Contar, ONG que amplifica as vozes de sobreviventes e busca promover mudanças sistêmicas no enfrentamento da violência doméstica no Brasil. Chevening Alumna (2022–2023) e Mestra em Gênero, Violência e Conflito pela Universidade de Sussex (Reino Unido).

Tayná Leite

Tayná Leite

Cofundadora e Diretora Institucional

Sobrevivente de violência sexual e assédio moral no trabalho, feminista e ativista pelos direitos humanos, Tayná Leite transformou suas experiências em pesquisa e ação coletiva. Advogada e executiva, com mais de duas décadas entre instituições multilaterais, organizações da sociedade civil, empresas e o setor público, dedica-se hoje a uma contradição estrutural do próprio campo de direitos humanos, a persistência da violência e do assédio dentro de organizações comprometidas com a justiça.

Ao longo de mais de duas décadas, passou por instituições multilaterais, organizações da sociedade civil, ambientes corporativos e o setor público, dedicados à governança ética e a marcos baseados em direitos. Seu trabalho se concentra hoje numa contradição estrutural do próprio campo de direitos humanos: a persistência da violência e do assédio institucional dentro de organizações publicamente comprometidas com a justiça.

Como advogada e executiva, combina atuação jurídica, teoria da governança feminista e mecanismos de responsabilização pública. Sua atuação abrange tanto o assessoramento a sobreviventes e grupos de denunciantes que enfrentam dano institucional quanto a reformulação, junto a organizações e órgãos públicos, de sistemas de governança interna, canais de denúncia e estruturas de responsabilização capazes de prevenir abusos.

É mestra em Sociologia e pós-graduada em Gênero e Políticas Públicas pela FLACSO. Pesquisa gênero e cuidado desde 2013, tema que aprofundou no doutorado em Ciência Política na UnB, não concluído. Depois de um burnout causado por assédio, retaliação e perseguição no trabalho, hoje cursa o doutorado em Direito na PUC-PR, onde pesquisa empresas, direitos humanos e assédio moral institucional enquanto violação de direitos humanos.

É mãe de humano e de pets. Na EQC, além de cofundadora, é responsável pelo desenvolvimento institucional e lidera o Trabalho Sem Assédio (TSA), projeto voltado à prevenção e ao enfrentamento do assédio moral no ambiente de trabalho.

Heloyse Santos

Heloyse Santos

Cofundadora e Diretora de Operações

Heloyse Santos atua nas áreas de desenvolvimento internacional, governança organizacional e estratégia para impacto social. Bacharela em Direito e especialista em Direito Internacional e Direitos Humanos, reúne experiência em organismos internacionais, consultoria, organizações da sociedade civil e setor privado. Integra a Catalystas Consulting, onde coordena o desenvolvimento de propostas para financiadores internacionais e iniciativas de fortalecimento institucional. Também é Chief Operating Officer (COO) da Associação Eu Quero Contar (EQC), liderando governança, finanças, conformidade jurídica e estratégia organizacional para fortalecer a capacidade institucional e ampliar o impacto da organização.

Pernambucana, neurodivergente, feminista e ativista pelos direitos humanos, Heloyse Santos atua nas áreas de desenvolvimento internacional, governança organizacional e estratégia para impacto social. Sua trajetória é marcada pelo fortalecimento de organizações comprometidas com direitos humanos e desenvolvimento sustentável, conectando planejamento estratégico, desenvolvimento institucional, gestão de projetos e governança para ampliar capacidade organizacional e gerar impacto.

Bacharela em Direito pela UNICAP, especialista em Direito Internacional e Direitos Humanos pela PUC Minas e mestranda em Políticas Públicas na Universidade de Erfurt, reúne experiência em organismos internacionais, consultoria, organizações da sociedade civil e setor privado. Ao longo da carreira, atuou em iniciativas relacionadas à Agenda 2030, igualdade de gênero, enfrentamento ao tráfico de pessoas e ao trabalho escravo contemporâneo.

Atualmente integra a Catalystas Consulting, consultoria internacional especializada em desenvolvimento global, onde coordena o desenvolvimento de propostas para financiadores internacionais e iniciativas de fortalecimento institucional. Também é Chief Operating Officer (COO) da Associação Eu Quero Contar (EQC), onde lidera as áreas de governança, finanças, conformidade jurídica e estratégia organizacional. É responsável por estruturar processos, fortalecer a gestão institucional e transformar planejamento estratégico em capacidade operacional, contribuindo para a sustentabilidade e o crescimento da organização.

Maria Midlej

Maria Midlej

Diretora de Impacto

Advogada com mais de 10 anos de experiência, pesquisadora social e consultora, a Sul-Baiana Maria Midlej Bastos atua no cruzamento entre Direitos Humanos, Compliance DEIP e ESG. Mestra e doutoranda em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres (PPGNEIM/UFBA). Possui sólida trajetória como professora universitária e gestora cultural, sendo idealizadora e autora de projetos premiados como o BemDitasCartas (FUNCEB/SECULT-BA) e as iniciativas "Violência contra as mulheres na internet" e "Nossas Escrevivências" (PNAB/BA Ciclo II, 2026). Na EQC, é Diretora de Impacto, liderando o desenho estratégico e o fortalecimento de iniciativas voltadas à equidade e à integridade institucional.

Sul-baiana. Advogada, pesquisadora social e consultora com mais de uma década de atuação no Sistema de Justiça, Maria Midlej Bastos construiu sua trajetória na interseção entre Direitos Humanos, Justiça Racial, Governança de Dados e Compliance ESG. Sua atuação conecta o rigor acadêmico à resolução prática de desafios organizacionais, focando na eliminação de desigualdades estruturais, no enfrentamento ao racismo institucional e na mitigação de vieses de gênero.

É mestra e doutoranda em Estudos Interdisciplinares sobre Mulheres pelo PPGNEIM/UFBA, onde integra o Grupo de Pesquisa JUSFEMINA e investiga temas voltados aos Direitos Humanos, linguagem, análise de dados judiciais e viés inconsciente. Ao longo de sua carreira, construiu uma sólida prática contenciosa e consultiva, atuando como parecerista, professora do ensino superior em disciplinas de Direitos Humanos, Direito Tributário e Ética, além de consultora em governança e integridade.

Paralelamente, consolidou forte experiência na área cultural e de direitos humanos como gestora de projetos de fomento público aprovados em editais, sendo coautora e idealizadora do projeto BemDitasCartas, premiado pelo Prêmio das Artes Jorge Portugal (FUNCEB/SECULT-BA/2021), além de autora e gestora dos projetos "Violência contra as mulheres na internet" e "Nossas Escrevivências", ambos contemplados pelos editais PNAB/Bahia (2026).

Como consultora em Diversidade, atua no desenvolvimento de diagnósticos organizacionais, políticas internas de ética e programas de capacitação (como Letramento Racial e Viés Inconsciente). Na ONG Eu Quero Contar (EQC), atua na Diretoria de Impacto, sendo responsável por traduzir a causa em indicadores de transformação social, liderar o desenho estratégico de políticas e projetos da organização e assegurar que as métricas de diversidade, equidade, integridade e direitos humanos norteiem a atuação institucional e a prestação de contas com a sociedade.

Luana Capela

Luana Capela

Diretora de Advocacy e Pesquisa

Feminista, internacionalista e ativista pelos direitos humanos. Luana Capela tem sua trajetória focada na interseção entre políticas públicas, governança e direitos humanos. É graduada em Relações Internacionais pela UNESP e mestranda em Direitos Humanos e Governança Multinível pela Universidade de Pádua (Itália). Sua pesquisa investiga como os direitos humanos são incorporados às políticas nacionais, com enfoque na América Latina e violência de gênero. É multiplicadora do Mapa do Acolhimento e integrante fundadora da WILPF Brasil. Na Eu Quero Contar (EQC), atua como Diretora de Advocacy e Pesquisa, liderando a análise de cenários políticos e sociais relacionados aos direitos das mulheres e à violência de gênero, bem como a incidência pública da organização.

Feminista, internacionalista e ativista pelos direitos humanos. Luana Capela tem sua trajetória focada na interseção entre políticas públicas, governança e direitos humanos. Há mais de cinco anos, atua no terceiro setor, com experiência no desenvolvimento de projetos e na gestão de parcerias com governos, empresas e organizações da sociedade civil.

É graduada em Relações Internacionais pela UNESP, onde participou de diversas frentes de pesquisa, entre elas o Iaras-GEDES, dedicado aos estudos sobre segurança internacional e gênero. Atualmente, é mestranda em Direitos Humanos e Governança Multinível pela Universidade de Pádua, na Itália. Sua pesquisa investiga como os direitos humanos são incorporados às políticas nacionais, com enfoque na América Latina e violência de gênero.

Sua formação e atuação são atravessadas por uma perspectiva internacional. Além da experiência acadêmica na Itália, hoje é intercambista na Pontificia Universidad Javeriana, na Colômbia, onde aprofunda seu contato com diferentes realidades sociais e institucionais. A partir dessas experiências, busca compreender como países e contextos culturais distintos podem compartilhar aprendizados e construir referências para o desenvolvimento de boas práticas em políticas públicas para os direitos humanos.

É multiplicadora do Mapa do Acolhimento e integrante fundadora da WILPF Brasil. Na Eu Quero Contar (EQC), atua como Diretora de Advocacy e Pesquisa. Lidera a análise de cenários políticos e sociais relacionados aos direitos das mulheres e à violência de gênero e coordena a produção de argumentos, informações e insumos analíticos e estratégicos que orientam a incidência pública da organização.

Conselho de Administração

Patrícia Ramos

Patrícia Ramos

Conselheira

Patrícia Ramos é educadora popular, pesquisadora, ativista e liderança social, com atuação nacional e internacional na promoção dos direitos humanos, da equidade racial e de gênero, da educação e da justiça social. É Pedagoga, especialista em Direitos Humanos, Diversidade e Violência pela Universidade Federal do ABC (UFABC) e mestranda em Ciências Humanas e Sociais. Atualmente, atua como Advocacy no Instituto Akoma Ntoso, coordenadora psicossocial no cursinho popular Rede Amalgamar, é liderança Rise Up Brazil, Defensora dos Direito à Cidadania do Instituto Maria da Penha, além de atuar como conselheira no EQC. Sua experiência reúne educação popular, advocacy, formação de lideranças, incidência política, articulação institucional e participação em redes nacionais e internacionais.

Samanttha Neves

Samanttha Neves

Conselheira

Graduada em Relações Públicas e pós-graduada em Data & Insight Marketing pela ESPM, desenvolve projetos, formações e metodologias que conectam comunicação, pertencimento, comportamento e impacto social para organizações, lideranças e comunidades vulnerabilizadas.

Daniela Grelin

Daniela Grelin

Conselheira

Daniela Grelin é executiva sênior e conselheira, com mais de 25 anos de experiência em liderança estratégica, governança, sustentabilidade, comunicação corporativa e impacto social, atuando na interseção entre empresas, organizações da sociedade civil, organismos multilaterais e setor público.

Foi Diretora Executiva do Instituto Avon e posteriormente do Instituto Natura, liderando a organização em um processo de fortalecimento institucional, ampliação de impacto e incidência em políticas públicas, com foco em equidade de gênero, enfrentamento à violência contra mulheres e fortalecimento de sistemas de saúde. Posteriormente, atuou como Diretora Executiva da Rede Brasil do Pacto Global da ONU, onde esteve à frente de agendas de sustentabilidade corporativa, ESG, engajamento empresarial, compliance e alinhamento estratégico com padrões internacionais.

Atua como conselheira do Movimento Mulher 360, integrou o Conselho Feminino da FIESP no período de 2024–2025 e é colunista da Exame ESG, contribuindo ativamente para o debate público sobre sustentabilidade, governança e equidade.

Verônica Vassalo

Verônica Vassalo

Conselheira

Assistente Social, Especialista em Psicologia Organizacional e em Educação para as Relações Étnico-Raciais. Mestre em Serviço Social pela PUC. Atua em Serviço Social Organizacional, com foco em bem-estar, qualidade de vida no trabalho e estratégias de Diversidade, Equidade e Inclusão. Habilitada como Coach Psicodramatista. Possui formação complementar em Saúde Mental, Racismo, Bem-Estar e Jogos Cooperativos.

Conselho Fiscal

Ana Bavon

Ana Bavon

Conselho Fiscal

Ana Bavon é executiva de cultura e risco institucional, advogada e professora de MBA nas áreas de ESG, Direitos Humanos e Diversidade. Com mais de 20 anos de atuação no ambiente corporativo, integra sólida formação jurídica à expertise em governança corporativa, ética e integridade, apoiando organizações na construção de culturas íntegras, inclusivas e orientadas à inovação. É palestrante TEDx por quatro edições, colunista da Fast Company Brasil, com passagens por Estadão e Forbes Brasil, autora do livro Por Organizações Radicalmente Humanas. É fellow do programa Columbia Women's Leadership Network, da Columbia University (Nova York), e conselheira em formação no PDE Raízes, do IBGC.

Fernanda Santiago

Fernanda Santiago

Conselho Fiscal

Mestranda na University College London, no Msc International Development, no Institute of the Americas, com apoio da Chevening Awards. Ex-assessora do Ministro da Fazenda e ex-presidente do Conselho Curador do FCVS. Ex-conselheira na ABGF (Agência Brasileira de Fundos Garantidores e Garantias) e ex-conselheira da Sescoop.

Mestre em Direitos Humanos pela Universidade de São Paulo, além de ser especialista em Direito Público e do Estado. Servidora pública federal desde 2003, atualmente, ocupa o cargo efetivo de Procuradora da Fazenda Nacional. Foi a primeira mulher eleita representante da Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) no Conselho Superior da Advocacia-Geral da União (CSAGU).

Em 2020, fundou o grupo não institucional PFNs de todas as cores, que defende a promoção de inclusão e diversidade na advocacia pública. Trabalhou no Terceiro Setor no Grupo Mulheres do Brasil e no Projeto Gauss.

Atuação

O que fazemos

A EQC atua para prevenir a violência de gênero por meio da escuta, da produção de conhecimento e da mobilização da sociedade.

Nossa atuação integra diferentes frentes que se complementam e contribuem para ampliar a conscientização, fortalecer direitos e impulsionar transformações sociais.

01

Acolhimento

Promovemos acolhimento por meio da escuta ativa, da valorização das narrativas e do respeito à autonomia de quem decide compartilhar sua história.

Acreditamos que uma escuta responsável é o primeiro passo para fortalecer o protagonismo das sobreviventes e contribuir para a transformação social.

02

Mobilização Social

Conectamos pessoas, organizações, movimentos e iniciativas comprometidas com a prevenção da violência de gênero.

Promovemos espaços de diálogo, campanhas, eventos e ações que fortalecem redes de apoio, ampliam a conscientização e estimulam o engajamento coletivo na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

03

Produção de Conhecimento

Transformamos narrativas, pesquisas e evidências em conhecimento acessível e aplicado.

Desenvolvemos estudos, relatórios, notas técnicas, publicações, conteúdos educativos e iniciativas que qualificam o debate público e fortalecem a compreensão sobre a violência de gênero.

04

Incidência Política

Contribuímos para fortalecer políticas públicas, ampliar direitos e promover mudanças estruturais no enfrentamento da violência de gênero.

Nossa atuação busca aproximar conhecimento, sociedade civil, instituições e tomadoras(es) de decisão para ampliar o impacto das evidências produzidas e fortalecer a agenda dos direitos humanos.

Projetos

Nossas iniciativas

Trabalho Sem Assédio (TSA)

O Trabalho Sem Assédio (TSA) é uma iniciativa da EQC voltada à prevenção e ao enfrentamento do assédio moral, do assédio sexual e de outras formas de violência no mundo do trabalho.

O movimento reúne pesquisa, produção de conhecimento, formação, mobilização e incidência política para fortalecer ambientes de trabalho mais seguros, respeitosos e alinhados aos direitos humanos.

Conheça o Trabalho Sem Assédio

Podcast EQC

O Podcast Eu Quero Contar amplia a missão da EQC de valorizar e difundir, de forma responsável, narrativas de sobreviventes da violência de gênero.

A cada episódio, criamos um espaço de escuta para histórias, reflexões e diálogos que contribuem para ampliar a conscientização, fortalecer o protagonismo das sobreviventes e produzir conhecimento sobre diferentes formas de violência de gênero.

Ouça no Spotify
Públicos

Para quem fazemos

A atuação da EQC é construída para todas as pessoas comprometidas com a prevenção da violência de gênero e a promoção dos direitos humanos.

Desenvolvemos projetos, pesquisas, conteúdos e iniciativas voltados a diferentes públicos, fortalecendo a conscientização, a produção de conhecimento e a transformação social.

Sobreviventes da violência de gênero

Promovemos espaços de escuta, acolhimento e valorização das narrativas, fortalecendo o protagonismo de pessoas sobreviventes e contribuindo para que suas experiências possam gerar conscientização, conhecimento e transformação social.

Sociedade

Produzimos conteúdos, pesquisas e iniciativas que ampliam a compreensão sobre a violência de gênero, fortalecem o debate público e contribuem para a construção de uma cultura de prevenção, acolhimento e respeito aos direitos humanos.

Organizações e instituições

Desenvolvemos projetos, pesquisas e iniciativas que apoiam organizações, instituições e diferentes atores sociais na construção de respostas mais qualificadas para prevenir e enfrentar a violência de gênero.

Pessoas comprometidas com a igualdade de gênero

A EQC acredita que a prevenção da violência de gênero é uma responsabilidade coletiva. Por isso, dialogamos com todas as pessoas comprometidas com a promoção da igualdade de gênero e reconhecemos a importância dos homens como aliados na construção de relações mais respeitosas e livres de violência.

Nossa atuação é interseccional

Reconhecemos que a violência de gênero afeta pessoas de formas diferentes.

Por isso, desenvolvemos nossa atuação considerando marcadores sociais como raça, território, deficiência, orientação sexual e identidade de gênero, com atenção especial aos impactos desproporcionais vividos por mulheres negras, indígenas, periféricas, pessoas LGBTQIAP+ e outros grupos historicamente vulnerabilizados.

Processo

Um processo contínuo

Nenhuma dessas frentes atua de forma isolada.

Acolhimento fortalece Produção de conhecimento
Conhecimento amplia Mobilização social
Mobilização fortalece Incidência política
Incidência contribui para Transformar estruturas e ampliar direitos

É dessa forma que a EQC transforma experiências em conhecimento, mobilização e mudança social.

Impacto

Nossos números

Relatos recebidos 0

Números em atualização.